sob um frio de 5°C e após 15 horas de debate, a Argentina tornou-se o primeiro país da América Latina a legalizar o casamento homossexual. Em meio a uma forte oposição da Igreja Católica, o Senado aprovou o casamento gay em uma votação apertada. Foram 33 votos a favor, 27 contra e três abstenções. Em Buenos Aires, ativistas gays e simpatizantes entoavam o hino argentino e gritavam: "Fizemos história!" Em visita oficial à China, a presidenta Cristina Kirchner também comemorou a decisão e indicou que sancionará a nova lei. "A Argentina colocou-se em uma posição de vanguarda na discussão e na reivindicação dos direitos de toda a América", destacou a presidenta.
Na América Latina, o Uruguai e a Cidade do México deram o primeiro passo, ao permitir a união civil entre homossexuais. No entanto, a lei argentina é a primeira a autorizar o casamento - que garante todos os direitos sobre patrimônio, procriação e sucessão. No ranking mundial, a Argentina é o 10º país a aprovar o matrimônio, depois de países europeus, do Canadá e da África do Sul (veja o mapa). "A aprovação dessa medida torna a Argentina um país muito mais justo e um exemplo para toda a América Latina", disse o advogado guatemalteco Fernando García, homossexual assumido.
No Brasil, a ex-prefeita de São Paulo, ex-ministra do Turismo e sexóloga Marta Suplicy parabenizou os parlamentares da Argentina "pela coragem e decisão" e a presidenta argentina "por seu depoimento que antecedeu a votação da lei, que ajudou bastante". "A Argentina tomou a dianteira em todos os setores referentes ao respeito à sexualidade e aos direitos das pessoas, tanto é que Buenos Aires é considerada uma cidade gay friendly (amigável com os homossexuais)", disse a parlamentar.
(fonte : Diário de Pernambuco)
(Vídeo : YouTube)







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